quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

VARZEAMADO CHÃO, por João Maria Ludugero

Várzea RN2013
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VARZEAMADO CHÃO, por João Maria Ludugero.

Eu voo feito bem-te-vizinho, 
Entoando tua cantiga a me ninar,
E cantando eu vivo a contemplar
Teu céu, teu sol, teu vapor, teu rio Joca,
Tuas noites e o teu luar.

Princesinha da seara potiguar
Das trovas, toadas ouço a sonhar,
Oh! Várzea das Acácias, eu te quero demais,
Em ti, todo um amor, num esplendor de glórias imortais.
A lendária mulher que chora não encerra o teu encanto,
De grandezas sublimes do teu valor
Venero o teu açude do Calango verde-musgo
Minha vargem, meu terno berço de amor.

Tens um riacho do mel e um vapor tens a rolar
Em teu seio, rasgando-o, buscando 'varzeamar',
Trazendo altiva imagem, teu nome consagrar,
Pujança em que terei pra sempre a ti, de ti sempre serei.
Demandando uma galera astuta
Itapacurá à Forma, sem temor,
Navegando noutras eras
Varzeanos de valor
Defrontaram a ti, soberana flor,
Coração do Rio Grande do Norte,
Renasceste à luz e ao amor conduz
Sem lembrar de esquecer-te jamais.

Salve! Brisa que faz tremular teu pendão.
Salve! Um grito de paz e amor na canção.
Salve! Salve! Natureza fulgente, em luz,
Que clareza, na grandeza da integração.
Esplendor tens, de um céu, tudo em ti reluz,
És Brasil, Brasil a inteirar o coração da gente,
Desta gente, que ardente amor, enfim,
Nutre a ti, para sempre cantar assim, espontânea,
Salve! Salve! Várzea das Acácias em formosa flor,
Da esperança e do amor a correr dentro e alto,
Salve! Salve! Várzea, formosa flor
Da esperança e do amor potiguar!

VÁRZEA-RN EM ESVOAÇANTE GALOPE DA SAUDADE, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 

 VÁRZEA-RN EM ESVOAÇANTE GALOPE DA SAUDADE,

por João Maria Ludugero




Em alguma vida fui bem-te-vi.
Ainda resguardo na memória
De paisagens reverdecidas no estio
E de solavancos em voo rasante
Um avanço de sol amar-elo,
Dentre cactos do tipo xique-xique 
Juncos do açude do Calango além
Das beldroegas e dos juazeiros
E ainda sinto em meus passos
O consolo de um pouso varzeano
Na mais alta copa do Vapor de Zuquinha.
Liga-me à Várzea das Acácias
Uma vasta saudade em seu eterno ensejar de lembranças.
Vivo a golpes agalopados pelo interior
Com coração de asa desvairada e liberta
E ainda estouro em estrondo como um relâmpago
Sedento de chuva em tromba-d'água.