terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O MAIS FELIZ NATAL-RN PRA TODOS NÓS E FELIZ ANO NOVO! por João Maria Ludugero

 
 
 
O MAIS FELIZ NATAL-RN PRA TODOS NÓS
E FELIZ ANO NOVO!
por João Maria Ludugero
Não só de manjar na lida, mas percebi – a duras penas – que o melhor a fazer neste fim de ano, agora é respirar fundo, esvaziar um pouco os sentidos e, se preciso, consentido, recomeçar com avidez e competência tudo outra vez, a partir do novo ano!
Então, aprendi, basicamente, a deixar de sentir cansaço em ter que editar, transformar ou suprimir versos, textos e palavras, afinal… permito-me fazer a comparação entre um poema e uma canção:
até que todas as notas se afinem, a cantiga não estará completa.
Sou tal qual um destemido, bem-apanhado e astuto bem-te-vizinho
a ganhar o mundo além do agreste, a partir da seara da Várzea das Acácias da inesquecível madrinha Joaninha Mulato.
Meu desejo é que em 2015 possamos compartilhar ainda mais
sentimentos em forma de letras, versos, frases e páginas inteiras…
Agradeço a todo(a)s amigo(a)s pela companhia e… até já!
FELIZ NATAL-RN E O MAIS FELIZ ANO NOVO!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

PORTAL DE ASSANHAMENTO, por João Maria Ludugero

 


PORTAL DE ASSANHAMENTO,
por João Maria Ludugero

E, de repente,
Num exasperado zás,
A tal felicidade entra de vez,
Aos solavancos,
Por uma porta
Que avança
Em astutos acordes.
Mas, a partir daí,
Sem nenhum medo
Da cuca esbaforida,
Vem você a assanhar
Até mesmo os pelos da venta,
Fazendo quebrar
O pote da fantasia...
Porta esta que você nem sabia
Que a deixou aberta!

domingo, 14 de dezembro de 2014

VARZEANIDADE INTERIOR, por João Maria Ludugero

  
 
 
 
 
 
 
VARZEANIDADE INTERIOR,
por João Maria Ludugero

Peço ao Supremo Arquiteto do Universo
para ter olhos que varzeamem melhor,
um coração que perdoa os cinzas,
uma mente que redime as sombras obscuras
e uma alma que nunca perde a flor da Fé,
a correr dentro da cabeça ao coração
a se achegar à seara de São Pedro Apóstolo!

POÉTICA LUDUGERABILIDADE, por João Maria Ludugero


 
 
 
 
 
 
POÉTICA LUDUGERABILIDADE,
por João Maria Ludugero

O bom humor espalha mais felicidade
do que todas as riquezas do mundo
a correr dentro e alto,
desde o interior da Várzea
das Acácias dos Caicos.
Vem do hábito
de VARZEAMAR
e espiar para as coisas
com astutos olhares
de renovadas esperanças
e de manjar o melhor
e não o pior para ser feliz.
Mas, se preciso for,
sou mesmo ainda menino
levado da breca
e chego a assanhar
até mesmo os pelos da venta!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

VÁRZEA-RN EM FASCINAÇÃO INTERIOR, por João Maria Ludugero

 
  
 
 
 
VÁRZEA-RN EM FASCINAÇÃO INTERIOR,
por João Maria Ludugero

Tente. Sei lá, dia-após-dia, reinvente-se,
Sem a mera necessidade de ser cabotino.
Há um pôr-do-sol esperando para ser visto,
Um verdejante juazeiro lá na beira do açude do Calango,
Um jasmim-manga em flor desde às onze-horas
Junto ao muro da Escola Dom Joaquim de Almeida,
Uma frondosa algarobeira ao encontro da praça Cleberval Florêncio,
De frente ao singelo Recanto do Luar de Raimundo Bento,
Um pé de mulungu a alaranjar suas flores na tarde amena,
Um bem-te-vizinho ali na gravioleira da casa de Seu Odilon,
Bem no centro da roda-de-conversa da rua Cel. Felipe Jorge,
A bem tecer sua cantiga que tanto me nina em singela sintonia,
Um rio Joca, um coqueiral, uma vargem, um Vapor de Zuquinha.
Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe.
Esvoace, a corrrer dentro e alto pela bela Várzea das Acácias
Da inesquecível Madrinha Joaninha Mulato e, se preciso for, que seja,
Não se esmoreça na lida, liberte-se num astuto e destemido tô-fraco,
Aos solavancos feito galinha d'Angola, a assanhar de repente,
Sem medo da cuca esbaforida, até mesmo os pelos da venta!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A ASTUTA MALEMOLÊNCIA DA VARZEANITUDE CULTURAL, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
A ASTUTA MALEMOLÊNCIA DA VARZEANITUDE CULTURAL,
por João Maria Ludugero

Não deixes que os pedregulhos
espalhados a caminho dos Seixos,
advindos da leva que se orvalha na esfera do tempo
diante do verde-musgo dos lajedos da seara agreste,
mas que eles não te impeçam de acreditar com afinco
no firmamento do horizonte que há para além deles...
Lembra-te que as pedras, que encontramos pelas bermas
da Várzea de Ângelo Bezerra, tantas vezes nos conduzem
para singelas e autênticas alegrias advindas dos achados
de mera ilusão que ganhou forma e chegou à compostura
de ser real sem retoques, artifícios, artimanhas escondidos
no vai-e-vem além do inenarrável quebra-potes da fantasia
e da malemolência do João Redondo em astuto mamulengo
sob a audácia de seu Pedro Calixto,
que doutra forma não iríamos varzeamar
dentro da cultura da nossa Várzea
de Seu Geraldo 'Bita' Anacleto,
inesquecível filho da mais terna
Madrinha Joaninha Mulato,
que, além de bem ajudar nas bulas de saúde
tinha jogo de cintura, malícia, marra, destreza...
E a malemolência de suas quadrilhas juninas
encantou a pacata gente do chão-de-dentro
da Várzea de Mateus Joca Chico,
inesquecível pai da Elba e do Nego Lia,
boi-bumbeiro de Reis na bonita terra
do pastoril de Joaquim Rosendo...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

JOÃO LUDUGERO, BEM APANHADO EM ACORDES DE SONHOS, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


JOÃO LUDUGERO, BEM APANHADO EM ACORDES DE SONHOS,
por João Maria Ludugero

Não só de manjar na lida,
Amorteço as dores consentidas, eiras por leiras,
A correr dentro e alto, sem medo da cuca esbaforida.
Mas se preciso for, eu sou de assanhar até os pelos da venta.
Exceto o amor – exceto o amor intenso pela seara da astuta vida –
não semeio outra semente, e feito destemido cultivador com afinco,
Eu me acho contente e bem apanhado em acordes de sonhos...