quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O ALVO, por João Maria Ludugero


Depois de beber 
no céu da tua boca, 
estou a salvo inteiro,
meando-me ao fio do labirinto, 
saciando meus olhos ao ensejo 
de me achar perdido na cela 
do peito movido por um amor 
que me livra solto, 
embalado assim na torre 
seguro em tuas tranças, 
andarilho anoiteço teimoso 
a divagar pensamentos arteiros 
no impulso de descansar no teu colo, 
deitar no teu seio, 
deleitarmo-nos 
enamorados da lua... 
E eu a recomeçar nos teus olhos 
meus maiores almejos.

SALVE JORGE, (d.p.)


"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em 
pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo."