domingo, 10 de abril de 2011

Porque Tanta Ira Sobre Os Inocentes do Realengo?


Autor: João Maria Ludugero

De súbito,
A sangue frio
Sem aviso,
O verdugo
Irado decidiu 'sim'
Pela sentença de morte.
Aos sete de abril,
Não escolheu faces.
Com a alma atormentada,
Vestido para matar, 
Infame adentrou cedo 
No jardim do amanhã.
Invadiu, apontou pra escola  
Aonde outrora estudou,
Furioso revolveu seu ódio,
Disparando cólera,
Covardemente 
Acertou em cheio
A face da inocência,
Transfigurando-a.
Tingiu de vermelho
As pétalas brancas
Das rosas meninas,
Arrancou 
Meninos lírios pela raiz.
Ferindo-os de morte,
Abalou a inocência
Daquelas crianças
Do real engenho do Realengo.
Deu cabo ao seu gesto estúpido.
Sua hedionda mente assassina
Atingiu fundo 
semblante de Deus
E deixou um profundo silêncio
Gritando em nós, por socorro.
Silêncio!
Precisamos ouvir a voz de Deus.
Que Ele nos acuda, nos valha,  
Pois 'tamos de ovários cheios 
De violência.

PERCA-SE

Por Sil Villas-Boas


Perca-se... 
Nos instantes que a vida te proporciona a chegada de pessoas com olhares e pensamentos em sintonia com os olhares e pensamentos teus.


Perca-se...
Na luz colorida emanada dos recantos que deixam em paz. Como por exemplo, os jardins, os livros, as tardes suaves do outono. As estrelas noturnas do céu. A ternura de um olhar aquecido.


Perca-se...
No Universo poético de Neruda, Moraes, Lispector, Pessoa e Florbela.


Perca-se...
Em tudo aquilo que te engrandece:
O sorriso das crianças.
O abraço do seu filho.
O carinho aconchegante do ser amado.


Perca-se...
Perca-se, mas se encontre na plenitude do sentimento maior que existe no mundo.....
O AMOR.