quarta-feira, 11 de julho de 2012

CANARINHO, por João Maria Ludugero


Eu encontro um cenário
depois dois canários da terra
e um terceiro no terreiro.
Foi assim com tua alegria solta,
desde que te vi 
no primeiro en/canto
que nunca mais me perdi do chão, 
reino onde mora a beleza nua.
Longe é voar 
palco afora e voltar 
peito aberto, 
amar-elo magia, 
dentro e alto pousar tua sina,
azulejando o céu varzeano.
Voa, canário, 
afoito me assanha
e traga à cena 
um pouco de tudo 
que fascina ao me levares no bico 
a ganhar o mundo porvir, 
seja no verso de cada manhã
seja entoando 
a mais linda melodia
ao trazeres o ouro do sol 
nas penas!