sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Viver Deus - Por Francisco Diniz

O pão alimenta a carne, o sonho alimenta o espírito e a esperança alimenta a disposição para ganhar o pão e continuar sonhando.

Muitas vezes adiamos os sonhos impossíveis, vivemos a realidade possível e nos fortalecemos para continuarmos nossas lutas cotidianas.

Precisamos ter forças para continuar lutando e somente na fé em Deus encontramos essa força que tanto necessitamos.

Quem vive sem Deus em sua vida a jornada é muito mais difícil e sempre corre o risco de ser derrotado.

Quando temos Deus em nossas vidas os caminhos, mesmo que difíceis, são caminhos que enfrentamos com confiança.

Mesmo se não fomos vencedores nessa vida, se tivermos Deus em nossas vidas às derrotas serão muito menos dolorosas.

O Deus que falo está dentro de nós e em todas as moradas, pois ele é tão grande que não cabe num templo ou entre paredes.

Esse Deus está entre nós e o universo, entre o chão e o céu, no ar que respiramos e dentro de nossos pensamentos guiando nossas atitudes.

Viver Deus é viver a vida na verdade.

“Feliz aniversário Sil”

http://viajantenaspalavras.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Prazer - Por Cláudia Costa


Nos olhos, ao conhecer
Aquele corpo
Cujo pensamento
Já conhecia a tempos.

No olfato, no ato
De sentir seu cheiro
Suave e desejado

No tato, seguido
Do abraço
Inteiro, envolvido,
Querido, doado.

No paladar,
Ao encostar na boca linda
Com a qual sonhava
E tanto queria minha.

Na alma eufórica,
Apaixonada
Entregue. 

“Tudo que eu sabia é que te queria e eu, conseguia imaginando...”


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Madrugada - Por Sil Villas-Boas

A  madrugada me entontece.
Teço com ela pequenos diálogos poéticos, de saudades.
De retornos de pensamentos que conduziam 
A um olhar. 
A uma presença.
Aos mistérios que não pude desvendar a tempo


A madrugada me levita nas canções repetidas.
Nas palavras aleatórias que a gente dizia
Nas frases que se soltaram de nós.


A madrugada mente pra mim.
Sacia minhas vontades breves
E seca minhas sementes leves
Impedindo-as de voar. 
Impedindo-as de sentir o dia chegar.

domingo, 25 de setembro de 2011

Fuga - Por Fancisco Diniz

Um dia eu tive um sonho muito diferente, sonhei que acordava no meio da noite e me levantava absolutamente leve e descansado. Sentia-me forte, sem dores, disposto e incrivelmente feliz.

Era uma liberdade que nunca tinha sentido antes e finalmente estava livre das limitações impostas pelo meu corpo. Ah, o meu corpo: esse continuava deitado na cama, inerte, sem movimentos e com uma expressão de felicidade estampada em seu rosto cansado.

Era incrível, ambos estávamos finalmente livres um do outro e continuávamos sendo o mesmo cara. Eu livre e solto para partir para onde quisesse e podendo até voar. . .Creio!

Ele, o outro cara, estava ali deitado na cama. Finalmente descansando das suas dores, livre da obrigação de acordar, levantar e continuar sua jornada.

O estranho é que por mais que eu pudesse e quisesse ir embora abandonando aquele cara deitado na cama, aquele que me prendera por tantos anos dentro dele, mesmo assim não conseguia.

Sabia que podia ir e que qualquer lugar que fosse seria melhor que ficar preso dentro dele e mesmo assim a dúvida continuava.

Porque eu não ia embora de vez e deixava aquele cara para sempre, por quê?

Porque eu sabia que ele ainda tinha muito a fazer nessa vida e sem minha ajuda ele não conseguiria levantar daquela cama com aquele corpo cansado e não teria forças para ir em frente.

Pois é, infelizmente eu estava acorrentado ao destino daquele cara e tinha que viver junto com ele nosso destino até o final.

E quando seria esse final, a isso só Deus sabe!

Só me restou então deitar sobre seu corpo e sentir novamente o peso de sua carne, suas dores e seu cansaço.

É cara. . . Não tem jeito! Nós nascemos juntos e juntos ficaremos até nosso final.

É o amor que transforma.... Por Marília Félix


"Independente de tudo o que existe
 É o amor que transforma, 
Irrita, movimenta, embeleza, enfeia, impulsiona,
Destrói, liberta e prende. 
 Em sua órbita, apenas distrações."



Sil e amigos,

Muitas das respostas da vida estão no amor.
O amor salva, o amor transforma,
O amor nos move!
Agora, daqui a pouco e cada segundo da vida e do mundo
Em todos meus momentos
Como um beijo do sol, do vento, da chuva, de Deus
Nosso carinho
Nossa água
Que mata nossa sede
Que acalma os sentimentos
Que nos faz querer dormir e sonhar...

E assim ser FELIZ!

Ótima semana, um beijo doce!
Mari

sábado, 24 de setembro de 2011

Verdadeiros Malandros - Por Francisco Diniz

Um dia eu conheci um cidadão que sempre dizia: “A maior malandragem que existe é ser honesto”. Diga-se de passagem, esta frase de efeito para ele servia apenas como um jogo de cena para ajudá-lo na arte de enganar os outros.

Nesta época eu era um jovem que se iniciava na vida profissional e quis o destino que a profissão que abracei pudesse ou não fazer a opção pela malandragem ou honestidade.

Muitos de minha profissão saem todos os dias para o trabalho baseado no seguinte princípio: “Para cada sabido que sai de casa, saem vários trouxas prontos para serem enganados”. Desta forma, eles saem prontos para se dar bem a qualquer preço e não interessa de que forma.

Durante minha vida fui descobrindo, não como a retórica do cidadão que dizia a tal frase de efeito, mas a prática me provou que ganhar dinheiro com trabalho honesto é mais seguro e duradouro.

Quando se trabalha com honestidade se ganha dinheiro da mesma forma dos que ganham na malandragem. A diferença é que o dinheiro ganho honestamente se multiplica e nos permite viver dignamente e sem dar o direito aos outros de nos chamarem de desonestos.

Realmente a vida me ensinou na prática que a maior malandragem que existe é ser honesto, pois é muito mais fácil ser desonesto que ser honesto.

Todos os dias aparecem em nossa frente pelo menos uma chance de sermos desonestos. No entanto, se conseguirmos passar o dia sem sermos desonestos é porque realmente somos os “Verdadeiros Malandros.”.

GOSTO DE MAÇÃ

 
Autor: João Ludugero

E lá vamos nós,
Voando, voando.
Eu colibri voo para ti,

Pouso na mais linda flor.
Me alimento de pétalas.
Frutifico encontros.
Floresço a girar sóis,

Arranjos encarnados de mim.
Desabrocho a
sas

Eu voo assim pleno
A beber a manhã
Que nua se levanta  
Ao céu aberto
Em toda tua boca ávida, 
Bem-me-querendo ser caça
A me perder por aí...
E vice-versando, de passagem,
Consentindo-me a ficar à-toa na vida.
Ao léu, ser assim maçã
Só pra sentir a doçura
Dos teus lábios carmim,
Apreendendo-me ao dente,
Ensinando-me a falar tua língua
Eu, Adão,
E tu, Eva!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Abstrato - Por Rosamaria Roma


‘O amor tem que ser espertinho...
Algo assim entre a malícia do desejo
E a inocência de um carinho’


Existe algo mais abstrato que o sentimento?
Ele não tem forma
Não tem cor
Mas é o que faz parar o coração.

A gente busca incessantemente
Essa sensação de enfartar de emoção
De senti-lo pulsando e estourando nossas veias.

Que outra coisa nos leva a isso?
O que mais justifica todos os poemas
Todas as músicas
Toda a angústia e inspiração do mundo?
Só ele, o dito, o maldito Amor.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dura rotina.....


Por: Sil Villas-Bôas

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida 
e nela só tenho uma chance de fazer o que quero".  
Clarice Lispector.



    
    Brinco com as estrelas na madrugada.
    De manhã, o sol me veste.
    Passeio no vento, de tarde.
    E quando chega a noite.......


Quero a lua na minha mão.
    



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SamPaixão


Por: Cláudia Costa


Parecia apenas uma cidade
Com suas imensas concretudes
Sua correria intensa
Suas gentes distribuídas

Parecia uma mistura
De imagens, de culturas,
Abordagens.

Mas Sampa trazia consigo
Uma imensa solidão
Concreta no cinza

Surpresas escondidas
Em suas esquinas
Parques, verdes, vias

Amores!

Sampa, volta e meia
Me surpreendia
Com seus imensos desafetos
Com uma certa crueldade
Com uma maldade disfarçada

Nostalgia, melancolia

E um oceano de alegrias reveladas!
Longe ou perto
Sampa sempre me traz saudades
Me arrebata o coração
Me invade com sua vivacidade

São Paulo sempre me convida
A uma nova Paixão!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Da série: um comentário, um poema

Brisa 
Por Lunna Guedes
Sabe que eu ando assim?
Calada... 
Sentindo... 
Pensando...

Deixando passar uma brisa.


Acho que ando com o desejo de ser brisa 
E me perder por aí.


Quer conhecer a Lunna?  
Visite-a aqui:  http://meninanosotao.wordpress.com/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As Palavras Acontecem - Reeditado

Por: Sil Villas-Boas

As palavras acontecem

Nas pequenas flores orvalhadas de saudades dos jardins.
Nos cantos mais inusitados de uma casa:
terraço, lareira, sótão, telhado e porão.

As palavras acontecem


No sorriso da criança sapeca
Nos olhos de sonhos do menino triste
Nas letras das mulheres-meninas poetas
Nas notas sem juízo de uma canção

Na copa das árvores frondosas
Nas luzes claras e vivas
do arco-íris e da estrela da madrugada.
Nos lençóis de algodão e nas colchas de retalhos liláses. 


A palavra voa nas asas dos anjos

guerreiros ou travessos.


As palavras acontecem
Na respiração ávida
De essências, sons
De chuvas
De vida


As  palavras acontecem
Nos Girassóis
 Num Girassol
Num girar-sol
No céu

domingo, 18 de setembro de 2011

Velhas cartas

Por: Francisco Diniz

Quando não estou viajando tenho por hábito sempre quando chego do trabalho pegar as correspondências na caixa do prédio e colocá-las no espaço reservado a cada apartamento.

Muitas vezes quando estou fazendo isso o zelador me diz para eu deixar que isso é serviço dele. Então respondo que não tem problemas, pois a minha esperança é que no meio de tantas contas que recebemos todos os meses, quem sabe um dia eu encontro uma velha carta como se escreviam antigamente.


Esses dias eu até brinquei que terminaria escrevendo uma carta para mim mesmo, só para relembrar o velho gostinho de abrir com cuidado o envelope para não rasgar a carta.


Sem dúvida que nos tempos da internet hoje recebo dezenas de e-mails por semana, pois mandar uma mensagem por e-mail facilitou muito à comunicação.


Durante um mês anotei quantos e-mails escritos diretamente para mim eu recebi e percebi que exceto os de trabalho, o que mais recebi foram esses prontos e que circulam na internet.


Aqueles que recebemos, lemos e repassamos para os nossos contatos. O mais incrível é que deixamos de sermos amigos e fomos promovidos para a categoria de contatos.

A nossa vida tornou-se tão corrida que nem com a facilidade dos e-mails nós temos tempo para escrever essas cartas tecnológicas, os e-mails, com palavras nossas e dirigida a um amigo.


Na verdade a tecnologia e sua praticidade nos ajudaram muito a nos aproximar de nossos “contatos”, mas infelizmente perdemos a magia que tínhamos quando escrevíamos as velhas cartas e as enviávamos para nossos “amigos”.

sábado, 17 de setembro de 2011

UM CERTO JOÃO MADURO

Autor: João Ludugero

Para reverdecer careço 
De muito pouco:
Quero apenas a sombra do umbuzeiro,
Quero cercar-me de flores, girassóis e colibris
Quero um cajueiro todo em flor, 
Flor-essência em poesia.
Quero maturis,
Ou seja, o começo
Do caju ainda novo, 
Ou, propriamente, 
A castanha verde, grande e mole 
Do caju antes do desenvolvimento 
Do pedúnculo, 
Antes da maturidade.
Quero colher e ser colhido,
Tal qual manga madura no pé,
Ser apanhado feito caju e castanha
De manhãzinha, enchendo bacias. 
Quer ver eu dar rasteira no banzo,
Basta me dar uma tigela de leite azedo, 
Um prato de coalhada com mel e sequilhos. 
Na verdade, peço muito pouco. 
Rapadura, feijão e farinha 
E uma hora de rede na tarde amena
Preciso de nada mais não!
Deitado à sombra sagrada
Do meu pé de graviola, 
Dê-me uma enlaçada todo dia,
Que eu cerco o mundo 
Num instante, ligeiro,
Só pra os bichos não se perderem
Lá da minha terra prometida
A que chamo com galhardia
De minha Várzea das Acácias!

Mãos dadas.

Por: Francisco Diniz



                                                                                                                                   Um dia desse eu vinha caminhando numa das ruas do centro de minha cidade quando vi caminhando na calçada no sentido contrário ao meu um casal bem idoso.
Eu parei discretamente e fiquei observando os dois passando ao meu lado numa conversa animada que continuou até dobrarem numa esquina e sumirem de minha vista. Até aí tudo normal, o que me fez prestar atenção no casal foi o fato de apesar de idosos os dois estavam andando de mãos dadas como um casal de namorados.   
Parado eu estava e parado continuei observando-os e refletindo com o que acabara de ver. Foi então quando resolvi retomar meu caminho que topei com outro casal, agora um casal de adolescentes também andando de mãos dadas da mesma forma que o casal de idosos.
A diferença entre os dois casais foi que o casal de idosos demonstrava uma cumplicidade provavelmente adquirida em anos de união, enquanto no casal de adolescentes eu vi o sentimento juvenil de posse e ciúme.Mais uma vez fiquei parado refletindo sobre o que acabara de ver e fazendo uma comparação entre os dois casais. 
Lembrei-me dos meus tempos de adolescente onde também segurava na mão de minha namorada como se ela fosse um objeto e ficava acintosamente demonstrando para os possíveis concorrentes que aquela já tinha dono. 
Depois de observar os dois casais passarem por mim de mãos dadas, retomei o meu caminho pensando se um dia terei a mesma sorte do casal de idosos e andar conversando calmamente de mãos dadas pelas ruas de minha cidade.

SONHOS NÃO ENVELHECEM...

Autor: João Ludugero

Olá, meu querido velho!
Como vai minha velha!
Assim os chamo com todo carinho
Ao vir aqui buscar inspiração
Para escrevinhar este poema.
E inspiro-me, não apenas
Em rugas e marcas,  
Não apenas em faces encarquilhadas,
Não apenas em respeito
Aos teus cabelos grisalhos,
Mas na vontade de bem-quereres
Continuar a viver a vida!
Cadê aquela ávida chama que inspirava emoção,
Que vertia da tua alegria de viver em plenitude?
Apesar dos pesares, da tua mão impaciente e cansada,
Apesar das agruras da lida, dos anos idos,
Quem foi que disse que não se pode inspirar
Nessa vontade de ainda viveres, cada vez
Mais querendo nos fazer aprender convosco,
Que muito ainda têm para nos ensinar,  
Assim trocando experiências.
Não esquecendo de que um dia
Também chegaremos lá.
E que lá no final das contas, de certo, 
Vamos querer sim poder usufruir
Dos dividendos de uma vida digna
E ser respeitados como pessoa.
Portanto, procuremos ver o idoso 
Tal qual aquele beija-flor
Que poliniza a sua experiência de vida
Em cada um de nós.
Então, deixemos esse colibri continuar
Este bonito trabalho, valorizando mais 
Nossos beija-flores e com isto,
Certamente, tendo uma vida mais saudável
E repleta de recordações.
Para que num futuro próximo possamos
Chegar a ser um beija-flor amado por todos,
Um pássaro ainda cheio de garra e, por que não dizer,
Traços de juventude dentro do peito a sonhar, 
Porque os sonhos não envelhecem,
Apenas murcham como uma flor
Esquecida num canto do jardim.
O idoso precisa ser respeitado,
Preservemos, pois os nossos beija-flores,
Cuidando do nosso jardim com mais esmero.
Quem sabe assim não nos sobre apenas o consolo
De virmos parar num desses 
Abandonados abrigos de velhos!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Diz a poesia

Por: Rosamaria Roma


Diz a poesia
Que amar às vezes faz doer.

Eu diria que amar às vezes também faz sorrir.
Sem qualquer motivo aparente.

Amar é somar dias perfeitos.
Conversar sobre os imperfeitos.

Sorrir perante as adversidades.
E dar as mãos para o caminho ser mais fácil.



Ser Feliz!



Ser Feliz!

Ser feliz o que seria...?
Talvez transformar as lágrimas em sorrisos?

De um passado incerto um presente...concreto?
Do futuro um presente que esperamos...
Do nada apenas o sonho de um pouco...
Ser feliz talvez seja...
Fazer do ódio um amor correspondido!
Do amor alguém de verdade que exista!
E com este alguém construir uma vida...
E nessa vida descobrir poder ser feliz...
Não sei se acredito!
Mas sei que o feliz em algum existe...
Talvez em algum lugar ele se esconde..
De medo de que alguém que não mereça o encontre,
E o transforme em um nada que infeliz!
Silvério