quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Abismo

                                                            
Por: Cláudia Costa

A gente segue vivendo sem rumo

Dando de cara nos muros
Voltando de ré pra não machucar muito

A gente segue sem prumo
Caçando aconchego
Ou um abraço profundo

Momento

Glórias e Abismos
Risos ou delírios
Vida
Roda viva
Que engole ou fascina.

Depende do olhar
Da capacidade de amar,
De mudar,
De aguentar,
De SER.

Viver

Delirantemente vivaz
Moderadamente, morna, Náh...
Soturna e silenciosa
Intensamente interiorizada
Panela de pressão, calada.

Olhar

O mar, o céu...
Ver chover, pra me alegrar
Me afogar no oceano de sentir
Olhar pra tudo
E ainda conseguir sorrir.

Sentir

Quando você olha pro abismo
O abismo também olha você
A intensidade
Pode pedir pra você o engolir
Ou que ele devore você.

E seguir...

3 comentários:

Sil Villas-Boas disse...

Clau

Adoro ler suas intensidades aqui nos poemas do Jardim. Suas letras sempre transmitem-me boas energias e alegrias. Amo muito tudo isso.
Beijos
Sil

Tatiana Kielberman disse...

Abismos que "pendem, inebriam e entontecem"...

Abismos que nos refletem tal como espelho - que retratam fraquezas, mas também mostram a força!

Suaves lacunas que cessam o sentir, ou o eternizam...

Amei, Cláu querida! Viajei em suas palavras!!

Um beijo carinhoso!

RosaMaria disse...

Abismos estes, que nos empurram pra frente.

Um beijo!