quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Divina Arte de Ser...


Inteira
Abandonada do mundo
Jogada em teus braços
Envoltos apertados
Em meu corpo.

Sua
Tanto quanto sou minha
E as vezes, um pouco mais
Um tanto mais
Quase mais sua que minha
Inteirinha
Na madrugada insone
Com fantasmas de visita
É no teu peito que me aconchego
E, tola, insisto em esquecer meus medos

Instinto de preservação me grita
PERIGO
Mas daí, te olho,
E vejo tão lindo...

Os olhos que brilham mais
Quando me aproximo
O sorriso disfarçado
Quando me deixo ficar
Solta do teu lado...
Entregue.

Digo silenciosa
Aos meus fantasmas:
-Saiam -
Hoje, quero ter dono
Hoje, não lhes darei ouvidos
Hoje, tenho aqui, esse homem
Que não sei se é meu
E nem tanto me importa
Porque hoje, ele está aqui
Inteiro, entregue,
Meu!

Hoje, trocamos pronomes de posse
Intensidades sem disfarce
Provocações aos montes.

Aos meus fantasmas,
Esses, que me acompanham na solidão construída
Na fingida segurança de existir poderosa
Senhora de mim e quase intocável emocionalmente
Sorrio gentilmente,
Agradeço a companhia
E peço:
- Retirem-se -

Por hoje,
Me dei de presente
Pra essa vida, pra esse cenário
Pra essa gente
- De carne e osso -
Que de fato não sei dizer
Quanto tempo existirá
Mas me regozijo ao ver
Que está, aqui, do lado
Com tudo de mundano

Pode ser que não fiquem pra sempre
Mas existirão inteiros
Na lembrança.
Porque hoje são intensos.

Convenhamos,
A intensidade sabe ser inesquecível.

7 comentários:

Sônia Amorim disse...

O MOMENTO PODE DURAR UM DIA, UMAS HORAS UNS MINUTOS, MAS SERÃO ETERNOS EM NOSSAS LEMBRANÇAS, POIS O QUE FICOU DE BOM É QUE VALEU, LINDO TEXTO, AMEI, BEIJOS

João Ludugero disse...

É isso aí, Claudia,
Que lindo, que caliente, que poema escancarado, inteira/mente.

Escancarou arteira, com atrevimento preciso, divina/mente sem temer aos
e-nésimos fantasmas que criamos.

Botou pra rasgar toda a ideia do pecado, caiu de boca no céu de AMAR, sem calafrios ao porvir!

Amei de paixão seu poema.
Muito bom, mesmo! Inebriante.
Forte abraço,
João Ludugero.

ROSANA VENTURA disse...

"CONVENHAMOS" que belo e maravilhoso poemaa!
Sou intensa...sempre intensa..
Amei!
bjosssssssss

Silene Neves disse...

Convenhamos...

Sua inspiração foi "perfeita"!

Lindíssimo!

Dias de paz... e luz!

Abraços pra Querida Sil!

Beijos pra vc Cláudia

Sil

Cláudia Costa disse...

Ah... Lud!
Você entende bem desse universo de amor escrachado. Fiquei feliz com seu comentário, principalmente por ter certeza que você me entende.

Porque, afinal, no fim das contas, sentir só faz sentido assim... inteiramente!!

Bjks e obrigadíssimo por me ler.

Sil Villas-Boas disse...

Claudia

A tua alma poeta é vibrante, terna, livre e levita no universo emotivo do amor. Adoro ler-te.
Bjussss
Sil

Tatiana Kielberman disse...

O melhor de ler e comentar seus textos, após estreitarmos os laços de amizade que se eternizaram, é poder saber de todas as histórias que os acompanham e, de quebra, te imaginar recitando cada linha desses versos maravilhosos!

Isso é um enorme presente, sabia?

Tenho aprendido com você MUITO sobre a divina arte de ser... inteira, intensa e presente a cada momento!

Seja na solidão ou na companhia, acredito que temos a missão de nos fazer entregues à vida... que merece todo respeito e carinho, pois foi feita justamente para nós!

E, nos braços de um amor, nada melhor do que se render e, simplesmente, ir... Deixar fantasmas interiores de lado, se possível, e sentir a cadência do instante!!

Lindíssimos versos, cheios de uma ocmpletude só sua...

Beijos, amiga querida que adoro e admiro!