quarta-feira, 8 de maio de 2013

DIGA-SE, DE PASSAGEM, por João Maria Ludugero

Meu eu-poeta vibra com o tempo a passar...

Passadiço num dos pensamentos mais físicos 

e matemáticos da existência.
Eis que o tempo, que tem o poder da infinitude, 
se reencontra, em nós, afoito sob o poder libertador, 
simples e cíclico da existência que, em todos os sentidos,
tem o poder de acordar, esquecer, acordar, 
esquecer dentro e fora de todas as luas
e sóis alvorecidos... a penumbra e a luz 
desde a pura essência do porvir.
Então, o tempo, posto que infinitude, 
fica eterna criança e não entende,
como um simples ser humano 
tem o poder de, finalmente, 
na passagem natural, tudo esquecer 
e também matar outros que ficam. 
Há pessoas capazes de assim passarem 
no tempo adiadas, sob o entulhar de penas reverdecidas 
ou envelhecidas dentro do dia-após-dia 
a se escorar nas dádivas do mundo,
tudo num lusco-fusco advindo do sobejar do tempo.

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