segunda-feira, 21 de outubro de 2013

JOÃO MARIA LUDUGERO, POETA, ETERNO APRENDIZ DA VIDA!, por João Maria Ludugero


JOÃO MARIA LUDUGERO, POETA, 
ETERNO APRENDIZ DA VIDA!
(Eu não queria ser Vereador ou Prefeito, 
eu queria mesmo era ser Escritor (e sou Poeta).

Acho mesmo é que já nasci com a alma de poeta. Várzea era ainda uma cidade pura, sem as nódoas da falsa civilização, poeira dourada dos grandes centros, que tanta sedução empresta às flores do vício. Assim mesmo, ainda menino, comecei a brincar com as palavras, despreocupado com rima ou métrica, Várzea não me deu trena para medir os meus versos. Justiça dizê-lo, deu-me guarnição e em mim acendeu esse modo de ver a vida não como um deserto, mas como um oásis no meio do deserto. Eu sempre tive sede de ler e escrever. E não adianta muito fugir disso, as idéias brotam, insistem, persistem e proliferam. E, dá no que dá: a gente acaba nesse querer-ser-poeta, que não acaba mais...

Entretanto, continuo crendo que, nos dias correntes, minha alma de poeta nunca me faltou. Eu sempre vivi, vivo e revivo a vida apreciando a força de algo que me dá compasso, uma força estranha, porém sólida o bastante para levar a beleza aonde quer que eu vá, à altura da minha fé apurada, tudo se encaminhando de melhor a melhor, para gáudio íntimo desse varzeano.

Sou um aprendiz de poeta ou seria um poeta-aprendiz? Só sei que gosto de percorrer os lugares e sempre retiro o que há de belo neles, acho que é porque já levo comigo a beleza.

Já dizia o filósofo Emerson: "Se não levarmos a poesia e a beleza conosco, é inútil percorrermos o mundo.
Em nenhum lugar as encontraremos."

Não sei porque gosto do simples e das poucas coisas que eu crio, mas faço a minha existência a partir das coisas simples, renunciando a tudo que me prenda de ter vontade própria, gosto de repassar aos outros minhas idéias, não as acumulando, mas dividindo as coisas boas da vida. Não pratico o mal a nada nem a ninguém.

Desde a infância tenho um desejo contido de triunfar na vida, uma visão que conserva em mim a fé e o credo, como bom potiguar, um varzeano que trouxe do berço a certeza de que a cornucópia da felicidade é possível.

Deus rege a minha indomável vontade de chegar lá, lá aonde só chegam os vencedores. Creio que a riqueza, a fortuna não depende somente do trabalho, pois, se assim fosse, burro jumento seria milionário. Além de ter uma atividade com equilíbrio, segurança, faz-se necessário uma oportunidade. Sabê-la aproveitar e segurá-la com afinco e dedicação, aí está o segredo.

Olha aqui, eu fui vendedor de água-benta, nas missas e procissões de Frei Damião, quando da sua passagem pela cidade. Fui marcador de jogos de sinuca no Salão de Seu Otávio, nos dias de domingo, o que me rendia algum dinheiro para comprar material escolar. Tive as mãos calejadas ao trabalhar, ainda menino, nas frentes de emergência com o Seu Antonio Facão. Ali ganhei um dinheirinho que deu para comprar a minha primeira calça jeans (U.S.T.O.P.).
Eu fui servidor na Biblioteca Municipal Ângelo Bezerra. Era uma raridade aparecer alguém por lá para pegar emprestado algum livro ou até para fazer uma leitura. Eu, sem muito ter o que fazer, não fiquei a tirar a poeira das obras ali existentes, mas fiz uma aposta comigo mesmo: ler toda a biblioteca que estava aos meus pés, digo, à minha frente. Ali muito aprendi, viajei pelo mundo, sem tirar os pés de Várzea.

Eu fui Professor de matemática na Escola D. Joaquim de Almeida (substituí o prof. Antonio Cândido, que se afastara). Além de gostar de matemática, ao lecionar naquele estabelecimento, mais do que alunos eu ganhei amigos. Aliás, ao ensinar muito mais aprendi. Foi uma grande experiência.

Ao ser criada a Agência do Banco Econômico S.A. - Agência 421 - Várzea/RN, nela ingressei mediante concurso, tendo gabaritado toda prova (1º lugar). A vaga era minha. Trabalhei por algum tempo. Ali senti que não era o que eu queria, ficar contando o dinheiro dos outros, atrás de uma mesa, era um serviço que não me empolgava. Larguei tudo e parti para Brasília, com o coração partido.

Hoje sou Advogado em Brasília-DF (OAB-13231). E quem foi que disse que eu parei? Continuo estudando...

Um antigo ditado diz que a fortuna procura os seus. Mas para ser rico não é preciso fazer pacto com o diabo. Nada disso. Eu nasci predestinado para ser João Maria Ludugero da Silva. E quem sou eu? Sou um dos homens mais ricos do mundo. Considero-me um vencedor aos moldes que Deus me deu. Quem foi que disse que não sou rico? Tenho certeza disso, pois tenho saúde suficiente para continuar minha luta, a cavar a minha mina de felicidade.
Não preciso de muito dinheiro não, minha maior herança, a que eu trouxe do berço, que meu pai Odilon me deu é a honestidade, além de toda a minha fé e retidão de caráter. Não poderia ter sido diferente. Teria que vencer.

Oxalá, Deus me inspire para eu poder ainda fazer muito na vida. Estou em Brasília e, apesar de entre mim e Várzea passar esse rio da distância, mesmo assim, não me separei desse abençoado torrão, estou na outra margem, continuo a pensar no seu povo e ainda quero muito contribuir para o erguimento cultural de Várzea. Sei que a gente está aqui de passagem, pois o homem desaparece, mas a sua obra e o seu nome falam mais alto do que os feitos de ascendência pessoal.

Não tenho a pretensão de ser dono de nada, dominar o mundo, não quero isso não, o que desejo é que todas as pessoas vivam com dignidade e vivam bem, respeitando até mesmo a mais humilde existência. Porque a gente nasce para o que é: ser feliz, seja aonde for e do jeito que for, porque a riqueza não está na força do dinheiro, está sim na força da vontade, do querer experienciar, do ser triunfante em sua passagem pelo planeta.

De mãos postas, agradeço a Deus por ter me premiado com a maior das fortunas: meu par de filhos, Igor e Jordana, razão maior do meu viver, que me enchem o lar de venturas.

Sou um ser venturoso, não tenho do que reclamar. Quando se chega aos 45 anos, após ter passado por forças adversas e muito fardo pesado, aprendi a ter mais serenidade, em ritmo de razão.

Sem nenhuma soberba, hoje eu posso dizer que cheguei ao átrio do Nirvana, qual um bonzo indo entender-se com Buda. Sem ilusões e ambições, bendigo a dotação que Deus me deu, por ver-me satisfeito, de bem com a vida, como agora, vivendo e revivendo tudo que amei e amo na vida. Obrigado, Deus, pela Mocidade de meus 45 anos! Mocidade com letra maiúscula. A Luz do Supremo Arquiteto me parece lisonjeira e eu vivo e revivo, recordo e acordo cheio de juventude, sem consultar a certidão de idade.

Feliz Cidade de Várzea!
Feliz Cidadão varzeano, João Maria Ludugero da Silva.
Que nunca quis ser vereador nem prefeito, apenas tem orgulho de ser varzeano.
Apenas tem orgulho de ser filho de Seu Odilon e dona Maria Dalva.
Quer maior riqueza? Quer felicidade maior? Seria impossível não ser feliz.
Portanto, proclamo: Eu sou o homem mais feliz do mundo! Anotem isso aí.

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