quarta-feira, 25 de abril de 2012

INSPIRAÇÃO, por João Maria Ludugero


O poema nasceu
antes de chegar ao papel.
Tinha corpo, alma
e asas próprias pra voar.
Poderia vir a ser
um lindo pássaro, 
talvez um bem-te-vi.
No entanto, escapou
ganhou o azul do céu, 
livre da moldura do alçapão
o poema ganhou o mundo,
levado pelas tintas feitas 
dentro da minha cabeça.
E o poeta segue contente
que só vendo, ao ouvir de pronto 
a cantiga, o som advindo dos versos
partidos do coração radiante
que pulsa em compasso a rutilar
na solene dança das horas, 
trazendo o mundo a girar, a girar
na evolução dos girassóis!

2 comentários:

Thiago Peixoto disse...

É exatamente isso, a poesia nasce bem antes de chegar no papel... O papel e a tinta apenas materializam algo que já existia dentro do poeta.... Belos versos, parabéns!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Caro amigo

Esta é a essência
de um poema.
Vem de nós,
mas não nos pertence.
E voa em outros céus,
somando outros sentidos,
outras cores
e outros sentimentos,
as palavras que voam
por céus de inspiração.

Que sempre haja amor,
para alimentar de sentidos
nossa vida.