quarta-feira, 3 de julho de 2013

A PARTIR DAS COISAS SIMPLES, por João Maria Ludugero


E agora, nos achados e perdidos, 
Encontrei um riso que não soltei, 
Uma chance ávida que se partiu, 
Uma oportunidade disposta ao acaso,
Que me passou de uma vez batida. 
Encontrei uma forma empoeirada, 
Um sonho esquecido nas cinzas.
Então, reverdecido na Fé,
Peguei tudo de volta,
Renovei as esperanças com afinco 
E disse à vida, a correr dentro e alto,
Sem medo da cuca pegar:
- Nada vai me fazer perder o tino 
Das oportunidades novamente.
E, num instante, só de manjar,
Esbugalhei os dentes ao céu da boca...
E, de uma vez por todas, soltei-me à língua
Ao desvendar que a imensidão se escancara 
A partir das coisas mais simples...



E é a partir delas que viver vale a pena!

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