domingo, 13 de outubro de 2013

RECADO DA MINHA MÃE MARIA DALVA, por João Maria Ludugero.


Meus queridos filhos, 
A morte não é nada. 
E eu somente mudei 
Para o outro lado do caminho. 
Eu sou eu, vocês são vocês. 
O que eu era para vocês, 
Eu continuarei sendo. 
Me deem o nome: Maria Dalva, 
O nome da radiante estrela 
Que vocês sempre me deram, 
Falem comigo de boa lembrança, 
Como vocês sempre fizeram. 
Vocês continuam vivendo 
No mundo das criaturas, 
Eu estou vivendo alto, 
No mundo do Criador. 
Não utilizem um tom solene 
Ou triste, continuem a sorrir 
Daquilo que nos fazia rir juntos. 
Rezem, sorriam, pensem em mim. 
Rezem por mim, eu gosto disso, 
Pois estou no reino da paz verdadeira. 
Que meu nome de Maria 
Seja pronunciado a correr dentro, 
E alto como sempre foi, vertente, 
Sem ênfase de nenhum tipo. 
Sem nenhum traço de sombra 
Ou tristeza em suas mentes. 
A vida significa tudo e mais 
O que ela sempre significou, 
O fio do labirinto não foi cortado. 
Porque eu estaria fora 
De seus pensamentos 
E não no interior do coração, 
Agora que estou apenas fora 
De suas vistas diárias? 
Eu não estou longe, 
Apenas estou noutra aresta 
Do outro lado da estrada... 
Vocês que aí ficaram, sigam em frente, 
A vida continua, linda e bela 
Como sempre foi...Acreditem: 
Eu estou a olhar vocês, dentro do tom, 
Dia após dia, satisfeita no papel de mãe, 
Como que significo para todos vocês... 
Só lhes peço mais uma coisa: 
No se esqueçam de cuidar 
Do seu velho e querido pai Odilon!

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