quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A ETERNA RIQUEZA, por João Maria Ludugero.

João Maria Ludugero- foto antiga-carro de boi1
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAURO FERREIRA - Carro de boi - 70 x 60João Maria Ludugero- foto antiga-carro de boi1 Carneiros e carrocinhacabeça de boi seca Curral em foto antiga

A ETERNA RIQUEZA,
por João Maria Ludugero.

O que é a verdadeira riqueza? 
Para um, um sapato ou uma velha camisa já é riqueza. 
A riqueza de um homem está no seu coração. 
É no seu coração que ele é o rei do mundo.
Ao passo que outro é pobre com dez milhões.
De cubar a lida, inveja-se a riqueza de outrem, 
Mas não o trabalho com que ela se granjeia.

Logo, viver não exige a posse de muitas coisas,
Já morrer rico advém da extrema incompetência.
Há riqueza bastante no mundo aliadas às necessidades do homem, 
Mas não para a sua entretida e alvoroçada ambição.
A sociedade é composta por duas grandes searas: 
Aqueles que têm mais manjares que apetite 
E os que têm mais apetite que manjares.

Não só de manjar, mas é a súbita pobreza que nos abre os olhos, 
Em contrapartida de que a alta fortuna lhes havia mantido fechados.
Portanto, é de boa ciência, que a riqueza influencia-nos como a água do mar. 
Quanto mais a bebemos, mais aumenta a sede que nos se achega. 
Apenas a devia ser possuidor quem tem espírito: 

Não sendo assim, a riqueza é um perigo público!

Nenhum comentário: