segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

EU-MENINO, MINHA VELHA INFÂNCIA (ÁRVORE GENEALÓGICA: LUDUGERO-PACHECO-SILVA), por João Maria Ludugero

EU-MENINO, MINHA VELHA INFÂNCIA 

(ÁRVORE GENEALÓGICA: LUDUGERO-PACHECO-SILVA), 
por João Maria Ludugero 

No terno colo da mãe Maria Dalva
A criança vai e vem 
Vem e vai 
Balança que não cansa
Aos olhos do pai Odilon Ludugero...
Aos olhos da avó Maria Francisca, 
Aos olhos e rezas da avó Dalila...
Bem vai adiante, 
A correr dentro, 
Vai e vem 
Dia-após-dia,
Avança 
A nova esperança
Aos olhos do avô José Ludugero,
Aos olhos do avô José Pacheco...
Ao sonhado porvir,
Sorri a mãe,
Sorri o pai. 
Maravilhado 
O rosto puro 
Da criança
Se esbugalha, 
Vai e vem 
Vem e vai, 
Balança 
No vir a ser. 
De seio a seio 
A criança 
Em seu vogar 
Ao meio do presente
Do colo-berço 
Balança. 
Balança a remar,
Rio a desaguar
De contente
Feito o rimar 
De um verso 
De esperança. 
Depois quando 
Com o tempo 
O Menino 
Vem crescendo,
Aos magotes
Vai a esperança 
Renovando. 
E ao levantar-se de vez 
Fica a exata medida 
Da lida
Da vida 
De um nordestino. 
Eu sou menino
Levado da breca,
Arteiro e medonho 
Potiguar da gema 
Da esperança 
Na vida adiante
Faz certeza 
Conseguida. 
Só nessa vontade 
Alcança de vez
A esperança reverdecida
A cada instante da humana realidade.

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