sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

GALOPE, por João Maria Ludugero

GALOPE, por João Maria Ludugero

Só de manjar a lida,
Não furtarás minha cor
Encarnada, de rio que estua
Em violenta correnteza astuta,
Apeada ao lusco-ofuscado desejo.
Se és recusa: Sou caçador de jasmim.
Se me persegues na intenção do drible,
Estou de sentinela em fuga.

Não dou minha alma cativa!
Colhido em pleno e ávido disparo,
Não dou vazão a cabresto nem espora,
Se curva o pescoço a égua da felicidade,
Em puro sangue ao desapego se rasga
E abre a veia da vida em desvairado galope
De arrebatar até os assanhados pelos da venta!

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
Sou António Batalha.