domingo, 19 de janeiro de 2014

LUDUGERO EM RARA INTEIRA METADE, por João Maria Ludugero

 
 
 
por João Maria Ludugero.

Não só de manjar,
Mas quando eu disse que sou Ludugero
Foi que me olhastes com os olhos ligeiros.
Tua astuta alegria foi cúmplice da minha,
Teu sorriso afoito cuidou do meu vislumbrado. 
Sou Ludugero, e só porque eu sabia, tu sorrias,
Como se tivesses encontrado algo raro em mim..
Logo eu, que não estava ali por acaso
Não só pra ver o tempo passar.
Eu estava ali ao avanço do sol
Talvez à procura de outra criatura. 
Mas sou Ludugero, um cara levado da breca…
E de repente, foi como um sonho lusco-ofuscado.
Tu destes de me conhecer, não mais te estranhei.
Daí partimos, com um adeus, para sempre, talvez.
Menos sozinhos a ganhar o mundo,
A correr dentro e alto, descabidos,
Mas gratos por tudo que vivemos.

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