sábado, 1 de fevereiro de 2014

TERNURA DENTRE URTIGAS, por João Maria Ludugero


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERNURA DENTRE URTIGAS,
por João Maria Ludugero

Cultivo um pé de urtigas na Várzea
Abaixo do jirau do alpendre de acácias.
As folhas estão viçosas, brilham
Com a luz além dos solavancos.

Ainda não floresceu,
Mas já tem ninho de passarinho.
Espero ansiosamente as flores
Esbranquiçadas aos espinhos,
Delicadas, mas apetitosas.

Enquanto não floresce, vou regar
Com devoção o meu pé de urtigas.

As folhas verdes voltam-se em nicho
Para o voraz sol amar-elo terno e solene.
A luz faz vigorar a essência das plantas.

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