sexta-feira, 21 de março de 2014

LUDUGERO DIANTE DA SAUDADE, por João Maria Ludugero

LUDUGERO DIANTE DA SAUDADE, 
por João Maria Ludugero

Ludugero diante da Várzea
(Instância interrogativa).
Singela e pacata cidade. 
E infinita: a vida.

Quatro bocas: 
Rua da Pedra,
Rua do Arame,
Rua São Pedro,
Rua Nova, 
Ludugero se contempla
(Varzeamado).

No estatuto da memória: 
Ávido ele se interroga.
(Sempre mais a ação.)

Na praça do Encontro: 
A frondosa algarobeira verde se estende.
Tempo: foram-se a velha infância, juventude, becos,
Lenço de enxugar saudades pela rua Grande.
(Várzea: sou apenas um homem entretido nesse lugar)
Desterrado?
O instante convertido em sempre?

Aquilo que está escrito no coração 
Não necessita de agendas ou alertas
Porque a gente não esquece…
O que a memória ama fica eterno.
O Ludugero em face dos sonhos em acordes 
Vive a desenhar sem borracha,

Diante do amor a sua Várzea.

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