segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ALGAROBEIRA, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 

ALGAROBEIRA,
por João Maria Ludugero

Várzea das Acácias,
Nasci forte e altiva,
Solitária, mas verdejante...
Ascendo em haste frondosa verde-escura
No verde cambiante da praça do encontro.
Estendo galhos hirtos e serenos.

Não há na minha fronde
Nem veludos quentes de folhas,
Nem risos vermelhos de flores,
Nem frascos estonteantes de perfumes.
Só há o odor agreste da resina
E o sabor amar-elo em frutos.

Espalmo a copa verde
De frente ao Recanto do Luar.
Embalo o sono dos bem-te-vizinhos
Ocultos em meus espinhos, mas espaireço
Na solene cantiga no vão do contentamento
Da praça Kleberval Florêncio...

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