domingo, 16 de novembro de 2014

VERDADE, A PARTIR DA ILUSÃO, por João Maria Ludugero

 
 VERDADE, A PARTIR DA ILUSÃO,
por João Maria Ludugero


Não só de manjar na lida,
Em vias de tornar-se poesia,
O que realmente experenciamos
Na alma como verdade já se esvai, a correr dentro e alto;
Ainda não fenece completamente no engenhoso contexto,
Mas já se escapole numa leira de palavras consentidas...
Portanto, ademais, a verdade consiste da ilusão advinda
Em que ficamos cônscios de que, profundamente, sem desvario,
Com cada frase em lavra tendemos a nos afastar da verdade,
Mas, sem se esbaforir, pegamos novas bermas com todo afinco,
E, sem medo da cuca, mesmo que se de coração partido,
A gente tentar reabrir as cancelas,
Sem receio de vir a assanhar

Até mesmo os pelos da venta!

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