quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

POETA JOÃO LUDUGERO AO DESENCOSTO DA LIDA, por João Maria Ludugero

POETA JOÃO LUDUGERO 
AO DESENCOSTO DA LIDA,
por João Maria Ludugero


Desde que me entendo por Ludugero,
Sou apenas um cantigueiro pelas andanças da lida
Sem se esbaforir feito sanhaço só na peleja 
Disposto pelas bermas de tantos horizontes
O menino João maduro e tão arteiro se vai
A correr dentro e alto, sem medo da cuca,
Que até perdeu o medo de se perder, 
Mas, entretanto entretido, se preciso for, 
É mesmo de assanhar até os pelos da venta!
Estou seguro de que sou astuto e levado da breca
E podem me chamar de louco...não me importo.
Podem zombar das minhas ideias, também não me atento!
O que me interessa é que tenho os olhos doidos, 
Feito um anjo que vende a verdadeira ilusão do sonho 
Para os transeuntes pelos canteiros laranjas ao arrebol...
Não tenho bússola, mas sei o norte a tomar, sem desvario,
E também sei que tenho acordes do que careço pra sonhar...
Tenho as palavras das quais sou escravo, sem carecer sê-lo,
Sem necessitar de ser cabotino, mas por tal vontade própria,
Porque elas me libertam pelas viagens ao infinito do imaginário!
Sou apenas um poeta que ora chora, ri e sente
À procura de mim mesmo, oásis-meado na vida,
Sem nenhum medo de quebrar o pote da fantasia
Ou até desencostar almas sedentas ao exorcismo,
Desapeando-me na compostura dos cabrestos da sina,
Sem carecer de nenhum veneno ou vidro de estricnina!

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