sábado, 19 de fevereiro de 2011

Factício


Dizem que toda decisão implica sacrifício
Mas não sacrifico esse meu vício
Quero fazer dessa arte um ofício
Quero viver, quero o mesmo do início.

Meu bem, desse jeito vou parar num hospício,
Por uma alucinação, por viajar no fictício
Que acredito convicto, é factício,
Mas de loucura todos temos resquício.


Eu vou usar de todos os meus artifícios
Nada que eu faça será desperdício
Não espero nem desejo nenhum benefício
Não espero nem desejo também malefício.

Eu quero pular de cabeça nesse precipício
Te faço um poema, uma musica, um suplício,
Necessito, vivo, tenho esse desejo vitalício,
Vejo tudo que é antes, um exercício.
Cristian Steiner


"Olhar o mundo com a coragem do cego. 
Ler da tua boca as palavras com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos como fazem os mudos."
(Diário de Cazuza)

6 comentários:

Sil Villas-Boas disse...

Parabéns Cristian por este poema tão instigante. Você sabe mesmo versejar nos caminhos misteriosos da mente. Adorei.
Bjusss
Sil

A Viajante disse...

Eu tenho mesmo muitos resquícios de loucura ahaha.Nossa eu adorei esse poema, muito legal mesmo, e adoroo CAZUZAAA e barão! adoro mesmo!!

beijão

RosaMaria disse...

Cazuza uma vez disse:

Tenho um amor incondicional pelas pessoas que entram na minha vida.

E sinceramente,
não sei o quanto isso é bom nos dias atuais.

Talvez esse seja o meu pior defeito

E como sempre este poeta tinha razão

Pelo post Cris

Sil... beijos procê

bom domingo aos dois

Silene Neves disse...

Quero viver... quero o mesmo do início...!

Quantas vezes preciso voltar ao "antes" ao "começo" para me ajustar na insanidade do meu sentir...!

Beijos meus... e meus carinho tbm!

Tenham uma semama de paz e poesia!

Sil

Tatiana Kielberman disse...

Muito bom, Cristian!

Você tem mesmo o dom das palavras e sentimentos...

Beijos! Parabéns!!

Vanessa Souza Moraes disse...

Cada escolha, uma renúncia... Nem sempre.