terça-feira, 10 de dezembro de 2013

LUDUGERÁVEL CHÃO DE DENTRO, por João Maria Ludugero

LUDUGERÁVEL CHÃO DE DENTRO,
por João Maria Ludugero.

A correr dentro da Várzea que me rodeia,
Ávido com um rio Joca a me banhar, 
Agradeço a Deus pela vida,
Por meu ânimo indomável
Que não me desapeia da seara
Sob as vastas garras da saudade
Eu não tremo nem me desespero
Sob os duros golpes da inconstante lida,
Meu coração sangra e continua partido!

Mas além desse lugar abençoado
Por São Pedro Apóstolo,
Jazem os medos da cuca.
Assim a ameaça dos anos, dia-após-dia,
Me encontra e me encontrará, destemido.

Não importa quão longe o meu chão
Quão repleto de nostalgia da Várzea,
Eu sou o João Ludugero na minha peleja

Eu sou um poeta a adornar minha alma.

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