terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A VÁRZEA DO POETA JOÃO MARIA LUDUGERO, por João Maria Ludugero

A VÁRZEA DO POETA JOÃO MARIA LUDUGERO,
por João Maria Ludugero

À saudade imensa 
Me vou alavancando 
Enquanto me adio 
Servente de danos 
Ao estio de enganos 
Aos trancos e solavancos 
Vou avançando o habite-se 
No denso e súbito desvario 
De um destino em alvor
Que me vai sendo vasto 
Pelo chão de dentro…
Conheço a minha sorte 
Meu lugar nostálgico 
Seu acontecer disperso,
Depois de tantas luas
Depois de tantos sóis
E agora 
Que sensato porvir 
Me pelejo em vencer?
Rio num desaguar preciso
Dentro e alto alvorecido
Na embocadura do rio Joca
Na seara abençoada
Por São Pedro Apóstolo!

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