segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ETC E TAL, por João Maria Ludugero.

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

ETC E TAL, 
por João Maria Ludugero.

Não esmoreci de querer saber 
De cubar a lida do meu desejo 
Que era mais que o puro amor 
De muitos mais velhos a amar,
De todo querer a ir além do meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem os demônios debaixo do abismo
Poderão separar a minha alma da alma
Daquela criatura que eu não soube amar...

Entretido numa tela de contas, amiúde,
E somas austeras por único conflito:
Armar-te lenda, e até aos dentes me envergar
Ou descer então ao labirinto: caminhar à meada do fio,
Despejar teu nome em desafio e ficção do que lhe dito
Aliviar tua alma e derrubar os teus lençóis, faltar-te o ar...

O desejo ao ensejo elementar, a culpa, em eternidade...
Nesta letra-cicuta que te esboroa ao acontecimento além
Do que te permeia, à culpa e à dúvida que despenca a tua dor
Que te envenena aos cultos e absurdos, e te quer o te for
Desde os teus gumes laminados.. despe-os! 
Sou a tua chama, asa e minha astuta luta!

A partir do lugar que eu deixar em meada, e não te comparecer..
De toda linha mencionada em arbítrio, eu de coração partido, 
Dentro e qual labirinto, aqui, por aspirar-te renovo esperanças,
Na lida das minhas levas em lavras e da febre que te serve, também
É apenas uma tragédia, meu amor.. é a lápide que te convém
Ou estripulias niveladas a manter o ar que me desdenha em arte
Qual fosse a tua parte, minha! e que, acima(até) poderia ser...
(Mas ainda não é).

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