domingo, 2 de fevereiro de 2014

MERDA EM APLAUSOS PELA VIA DO PENICO, por João Maria Ludugero

 
 
 
MERDA EM APLAUSOS PELA VIA DO PENICO, 
por João Maria Ludugero

Não me atires a essência 
Por quem me tomais eufórico,
Ao cheirares a lavra dos estercos.
Ah, cenário maldito da estranha lida 
Que vos arde na goela ao verde-musgo,
Eira do estrume, a quem vos pode vender.

Sabias, que prefiro ser ente desejado,
Daqueles, que se acodem ao acórdão,
Sem aspirar o troco de cabotinos aplausos.

Essa essência por quem me tomais
Sabe-me a censura do palco aberto. 
Ah, chulos de merda descabida,
Que vos assolam os faceiros quadris,
À seiva, de quem mal vos acolhe.

Prefiro ser a cria que apedrejais
Do que o michê da hora vaga,
Aquele, que se esvara aos cães,
A troco de lambedura ao desvão.

Decapitem-me!
Apedrejem-me!
Ainda assim aos gritos
Sentenciarei de pronto: Merda!
Êxito e sucesso na cena 
da vida em carne viva.
Liberdade! 
Liberdade em muitos açoites,
Porque sou adepto aos afoitos quilates

E não tenho receio de montar 
na tal burrinha 
Da felicidade!

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