quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

BRASÍLIA ALÉM DE SUAS FLORES, por João Maria Ludugero

 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA ALÉM DE SUAS FLORES,
por João Maria Ludugero

E para acabar
com a pasmaceira da mente,
para adornar a alma da gente
a natureza tem por hábito
fazer brotar com toda força
ipês amarelos, roxos, brancos e rosas
Além de flamboyant's e quaresmeiras, 
Tudo brilha a seu tempo,
sem que um venha
a furtar a cena do outro.
E essas cores se abrem no cerrado
do chão aos céus de Brasília,
envolvendo plena visão de beleza.
E a questão de cores não incomoda,
apreendê-las não complica.
Leva-nos em silêncio
ao encontro da paisagem armada,
além do concreto
do que é simples, bom e belo.
E a gente não cansa de ver os ipês,
apesar da ligeireza de sua florada.
Mesmo assim, muitas criaturas
não percebem e se acomodam numa sorte vã
ao levar a vida sem se deixar observar,
soltar-se às coisas simples,
só se apegando a ter o que todos têm,
de olhos fixos nas medidas exteriores.
Quando o bom da vida
é se deixar entranhar,
afinar os sentidos
para provar por si mesmo
que o maior dos desafios
começa a partir de dentro
para o alto, como a maravilha
dos flamboyant's, quaresmeiras e ipês floridos!

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