terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DESATAMENTO EM PUNHO, por João Maria Ludugero

 

DESATAMENTO EM PUNHO, por João Maria Ludugero


Minhas mãos ficam firmes, afoitas,
Com vontade de te tocar alertas

Por dentro, te coçar por fora,
Me inteirar desde o interior,
Tocar o céu por dentro e alto
Na tua boca aberta de paladares,
Só pra me encontrar, 
encantado assim,
Quieto e atento 
a cutucar os nós acesos
Na esperança de desatá-los,
Sem cortar o laço 
que nos liberta.

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